A Olaria em Aveiro

HISTÓRIA DE ARADAS

Aradas é Terra de Oleiros! É e continuará a ser Freguesia desta bela cidade à beira-mar plantada que é Aveiro.  Todos nós reconhecemos o dinamismo da cerâmica deste distrito, não fosse ele o berço da Porcelana em Portugal. O último menino-oleiro chama-se Adelino e aos 86 anos diverte-se com quem visita a Funceramics, para conhecer uma história com cerca de 5000 anos…

Se perguntarem o que ver em Aveiro, certamente que Adelino Ferreira é uma referência.

Adelino

O Mestre Adelino é o último menino-oleiro de Aveiro. Começou aos 8 anos de idade a calcar barro no calcadoiro, em tempos em que as máquinas eram o esforço humano e os meninos ainda não tinham de estudar até serem quase doutores… Aprendiam com os velhos, mestres sabido que passavam os seus ensinamentos aos mais novos e os educavam. Talvez por isso o mestre Adelino tenha tido sorte! Proveniente de famílias humildes, foi trabalhar com tenra idade com um patrão exigente, mas que já naquela altura dizia:

“Aquele garoto só precisa do patrão para lhe pagar, mais de resto ele sabe o que fazer…” e foi assim que o menino se foi tornando homem…
Sabe brincar, sabe mais que tudo divertir-se com educação. Educação e travessura se os convidados o permitirem. Falar do Mestre é parecer exagerar o que na realidade fica aquém das palavras proferidas…
Quem o conhece sabe do que falo!

Poderá esta não ser a história de Aradas, mas certamente que esta ultimamente se confunde com Adelino Laranjeira, não fosse ele o mais digno defensor desta Freguesia. Amante eterno do seu distrito, acérrimo defensor da sua pátria:

“Portugal nasceu de um beijo
Entre sonhos de amor
Hoje é pátria que eu desejo
Cheia de força e vigor

Portugal à beira mar
Foi heroicamente plantado
Entre jardineiras e flores
Entre jardineiras e flores
E a história do passado”

E é travesso…

Adelino laranjeira a fazer as asas da panela. Panela, é a peça que consegue visualizar na roda e que tem de ter duas asas.

“Porque há de haver alguém que faça a paródia, neste mundo cada vez mais cheio de tristeza”
Adelino Laranjeira

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